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Quadrinhos Neles!

  • Foto do escritor: Paulo Tedesco
    Paulo Tedesco
  • 11 de abr. de 2016
  • 2 min de leitura

Há não muito atrás se discutia o valor das histórias em quadrinhos, se eram “nocivas” à educação e se deveriam ser banidas de qualquer atividade cultural de adultos e crianças. E a coisa prosseguia pela fala do Chico Bento ou do Cebolinha serem ou não ameaças à boa alfabetização das crianças.

O preconceito era tão ridículo, que enquanto criticavam os personagens do Maurício de Sousa dos nossos queridos gibis, sempre se arvorando do interesse em proteger a educação, os mesmos defendiam ardorosamente o valor das revistas “masculinas” (essas que hoje andam em extinção), o que demonstrava o suprassumo do machismo da época.

Não sabemos o quanto a ignorância prejudicou o crescimento desse muito importante, aliás, importantíssimo, segmento editorial. Mas a invasão nos cinemas e nas televisões das personagens até então estáticas e em papel, associada ao crescente e imparável fenômeno dos jogos eletrônicos e desenhos infantis, puseram por terra esse passado vergonhoso.

Sim, temos problemas, a presença de personagens estrangeiros em detrimento dos nacionais, incomodam, e o caminho do artista brasileiro, o quadrinista e seus derivados, é um calvário até ver-se firmado como profissão. Mas não há de ser nada, a autopublicação (self-publishing) aliada às vaquinhas digitais, como os bons Kickante e Catarse e alguns programas governamentais, andam promovendo coisa muito boa por aí, seja em papel, seja animado.

E nesse embalo é bom apontar a nova lei federal, que obriga as televisões a cabo a ter programação nacional em expressivo percentual na sua grade de transmissões. O que vem provocando uma revolução no audiovisual brasileiro. Ao fim de um desenho animado devemos observar os letreiros, pois revelam quem está por trás de tanta coisa nova. E há que se aprender com isso.

E aqui vai uma dica para qualquer meio de comunicação, editora ou não: se a principal TV aberta do país praticamente abandonou as animações, o mesmo não ocorre na outra parte das comunicações brasileiras. Se os quadrinhos foram a primeira forma de comunicação escrita da humanidade – a exemplo das pinturas rupestres dos homens das cavernas – ao não se apostar nessa fantástica forma de conhecimento, que é o desenho seriado com diálogos, está se abrindo mão da essência da comunicação humana e se apostando cegamente no passado.

Não podemos nos deixar tomar pelo preconceito, a era dos formadores de opinião ou das leituras massivas acabou. O que funciona, mais do que nunca, é a rede, e nos mais diversos sentidos e possibilidades; ali preconceito não tem vez, tampouco arrogância intelectual de alguns pedabobos. É preciso se fazer presente em todas as frentes e entender suas dinâmicas, e nada melhor do que os HQs, ou as histórias em quadrinhos, para se perceber o ritmo do hoje, nada melhor. E nuntém nada de elado nisso.

 
 
 
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